O VP de Trump

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No  dia 15/07, Trump escolherá alguém para disputar, junto a ele, a eleição contra Hillary Clinton.

Será uma sexta-feira tão importante que pode vir a ser histórica. Se o vice-presidente certo for escolhido, Trump poderá garantir uma viagem em mares calmos por oito anos, sem se preocupar demais com a parte da política, que o empresário desconhece. Não apenas isso, a escolha do VP correto ainda seria uma possível garantia da volta do GOP aos gloriosos anos oitenta, quando Reagan e Bush  lideravam o partido.

Claro, os analistas estão todos dormindo. Mas o serviço de inteligência do Politburo já fez o dever de casa.

“Homofóbico”, “extrema-direita”, “ultradireitista”, “xenófobo”, “racista” e outras palavras da nova linguagem histérica do jornalismo nacional não serão repetidas aqui. A análise é séria.

Trump tem nas mãos uma decisão que vai muito além da necessidade de conquista de votos. O presidenciável é considerado um outsider em Washington, um homem que fez uma carreira alheia ao dia a dia da política e que nunca disputou um cargo eletivo. Então, ganhar a eleição não é a única preocupação de Trump – o que a cada dia se torna uma preocupação maior para Hillary. O magnata dos negócios imobiliários terá que escolher alguém que consiga aprovar leis, que tenha experiência legislativa e que seja, ao contrário dele, um insider.

Foi justamente a necessidade de um currículo contendo vasta experiência legislativa que praticamente tirou Chris Christie da corrida. Não bastasse a falta de experiência no congresso, Christie é um político republicano governador de um estado majoritariamente democrata. O atual governador de New Jersey pode até ser bom – ou melhor – de briga que Trump, mas certamente não atenderá às expectativas do bilionário. Para Christie, sobrará uma tarefa interessante: ele é um forte candidato ao cargo de Advogado-Geral, caso Trump leve a disputa. E com Chris sem chances de ser indicado, sobraram apenas dois nomes mais prováveis em nossa lista.

Quem são eles?

 


Mike Pence

(Foto/Michael Conroy)

Indiana Gov. Mike Pence announces that the Centers for Medicaid and Medicare Services had approved the state's waiver request for the plan his administration calls HIP 2.0 during a speech in Indianapolis, Tuesday, Jan. 27, 2015. (AP Photo/Michael Conroy)

 

 

Imagine o candidato republicano ideal, que guarde todas as características de um conservador, incansável combatente de um Estado limitado e cuja atividade política reflita suas ideias quase com perfeição. Essa pessoa se chama Mike Pence.

Pence, membro do tea-party e queridinho dos conservadores  americanos, foi congressista por 12 anos e é o atual governador de Indiana. Como governador, conseguiu estabelecer um recorde em cortes de impostos no estado, chegando a uma redução de 5% no imposto de renda e o fim do imposto sobre herança. Em 2015, mais uma vez virou o campeão dos conservadores (e dos libertários) quando assinou a Lei de Liberdade Religiosa, que garante  a empresários, dentre outras coisas,  a liberdade de não atender a certas demandas de casais gays, por exemplo, caso essas demandas atentem contra suas crenças religiosas.

O governador não parou por ali. Em 2016, assinou lei que restringia abortos no estado de Indiana. A lei barra o acesso dos pais ao aborto quando este for motivado pela incapacidade física da criança.

Pence é o mais novo herói conservador dos Estados Unidos e, com certeza, faria o eleitorado republicano sair de casa para votar. Para isso, teria uma decisão difícil a fazer: desistir de uma provável reeleição para apoiar dedicar-se à campanha de Donald Trump.

 

 

 


Newt Gingrich

(Foto/TJ Kirkpatrick – Getty Images)

gingrich

 

Gingrich é um antigo gênio-congressista ou um congressista-gênio – os dois títulos lhe cabem. Eleitoralmente, “gênio” também poderia cair bem, mas teve pouco sucesso na última corrida à casa branca, quando disputou com Romney a indicação do partido. Com toda a certeza, é um think-tank de um homem só. Se Trump e Christie são bons debatedores, Gingrich consegue fazer um fuzileiro naval chorar e, sem seguida, pedir desculpas por ter tentado debater com o ex-deputado de 73 anos. Não se engane com seus cabelos brancos.

Gingrich tem grande experiência legislativa, tendo sido deputado pela Geórgia por 20 anos e presidente da câmara de representantes por boa parte do governo Clinton. Nessa mesma época, foi nomeado “homem do ano” pela revista Time por seu mérito na revolução republicana de 1994.

Professor universitário, consultor, escritor e produtor cinematográfico, Gingrich tem uma boa chance de ser o escolhido. Boas notícias para Trump, más notícias para o partido republicano. Com a possibilidade de estar por oito anos no segundo maior posto do executivo, Gingrich encerraria seu mandato com quase 82 anos. Nesse caso, Newt não seria o sucessor natural de Trump. Reagan foi o político mais velho a assumir a presidência dos EUA, aos 69 anos, mas Gingrich, contrariando a tradição, parece ter fôlego para assumir até aos 90, se for necessário.

Não há maneira fácil de saber quem será o vice-presidente de Trump. Desde 2012, com a escolha de Ryan para a vaga de VP de Romney, tudo pode acontecer. O Politburo aposta em Newt Gingrich por se tratar de um homem tão revolucionário quanto Trump, e que sabe modelar o a estrutura política de Washington com facilidade, mesmo sendo considerado um rebelde em seu partido. Por outro lado, Mike Pence oferece um estilo de conservadorismo cru e combativo. O que leva o Politburo a definitivamente apostar em Gingrich é sua habilidade inconteste de trabalhar com democratas e republicanos, algo que Trump vai levar em consideração.


 

EXTRA

Mike Pence ainda conseguiu irritar Cher, que criticou o governador em seu Twitter:

 

cher

 

 

 

 

 

 

 

 

Irritar a Cher dessa forma rendeu 10 pontos para Mike Pence junto ao Politburo. Mas apostamos que Gingrich conseguiria fazer a cantora chorar. Então, ficamos com Gingrich.

*Perdemos a aposta. Mike Pence foi o escolhido. Também ficamos surpresos. Gingrich era muito forte.

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