You’re hired! Os nomes do governo de Trump.

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Nós, do Politburo, apostaremos em alguns nomes. Estamos nos baseando em todo o desenvolvimento da campanha presidencial e na composição do time de transição de governo. Podemos errar todos os nomes, mas, ao menos,  estamos oferecendo a você, leitor, informação não veiculada na mídia tradicional. Alguns nomes foram escolhidos recentemente.


Conselheiro da presidência/ Estrategista-Chefe – Steve Bannon

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Um assistente sênior, de alto nível, muito próximo ao presidente. Trata-se de uma função relativamente nova (desde 1969) que ganhou maior importância na era Reagan e, pelo que pudemos pesquisar, é um posto que costuma ter maior importância durante presidências republicanas. Nomes famosos já passaram pelo cargo, como Donald Rumsfeld e John Podesta. Para o cargo, Trump nomeará Steve Bannon. Você já deve estar ouvindo controvérsias envolvendo o sujeito, e adjetivos como “racista” ou “xenofóbico” já são palavras comuns para designá-lo, principalmente no NYT. Como a Globonews é a tradutora não-oficial do NYT, logo você estará ouvindo nossos granes analistas brasileiros dizendo a mesma coisa.

Bannon é presidente do site de notícias Breitbart, foi CEO da campanha de Trump à Casa Branca e considerado por alguns um líder da alt-right. Bannon já fez tantas coisas que é até difícil falar sobre tudo: banqueiro, investidor, produtor executivo de filmes, apresentador de programa de rádio, cofundador de organização do terceiro setor, além de CEO da Affinity Media, uma empresa que trabalha com apps e websites.

O mais novo membro do governo Trump também é chamado de islamofóbico e homofóbico. O Politburo acredita que Bannon será essencial para que Trump passe por Washington sem ficar preso ao pântano.

Quase esquecemos de algo. Bannon também é chamado de antissemita. (mesmo trabalhando para um site de nome judeu, com muitos jornalistas judeus. Sabe como é…).


Segurança Nacional/ Assessor de Segurança Nacional – Michael Flynn

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Não há uma tradução correta para o cargo, mas já há alguém para ocupá-lo: Michael T. Flynn, um tenente-general aposentado e ex-diretor da Defense Intelligence Agency, uma agência especializada em inteligência militar com cerca de 17.000 funcionários. A DIA é uma espécie de CIA que lida com questões militares de defesa, sendo, inclusive, parte do suporte a operações de combate. A Agência tem uma história controversa, já que chegou a ser alvo de acusações de ineficiência por saber dos ataques de 11/09 e não ter agido para evitá-los. Flynn denuncia abertamente problemas e ameaças vindas da militância islâmica. Foi um forte apoiador de Trump durante sua campanha e provavelmente é considerado importante para o presidente eleito, já que o fornece conhecimento acerca de inteligência e questões militares. Flynn, no entanto, possui uma empresa de consultoria, criada após sua aposentadoria, que já está dando problemas a ele e a Trump. Recentemente, foi questionada sua legitimidade como futuro membro de um governo Trump, já que prestou consultoria para uma empresa alemã ligada indiretamente ao presidente turco, Erdogan, enquanto assessorava Trump em questões de segurança nacional, durante a campanha do então candidato. Mas os problemas não param por aí. Quem se lembrar de Erdogan vai se lembrar, também, de Fethullah Gülen, quem o presidente turco acusou de ser o articulador do golpe contra seu governo. Pois bem, Flynn, que presta consultoria na forma de lobby para outras empresas turcas, chegou a escrever no The Hill sobre Gülen, em um texto contendo uma defesa enfática do presidente turco. Estranho? Sim. Mas, bom ou ruim, Flynn é a escolha de Trump. Acabou a polêmica? Não. Michael Flynn é um democrata registrado. Você quer saber se preferíamos outra pessoa para o cargo? Com certeza. Embora muito qualificado, o militar vai pesar na administração de Trump.


Chefe de gabinete/ White House Chief of Staff – Reince Priebus

Quem controlará (pelo menos parcialmente) a agenda de Trump será Reince Priebus. Reince poderá ser um elo importante entre Donald Trump e os operadores do poder, em Washington. Reince poderá trabalhar bem o congresso, de forma a movimentar os interesses do presidente. Em resumo, Priebus irá colocar óleo na máquina. O advogado e presidente do Comitê do Partido Republicano ainda promoverá uma melhor relação entre Trump e Ryan – algo que será extremamente necessário.

FILE - This Jan. 24, 2014 file photo shows Republican National Committee (RNC) Chairman Reince Priebus standing on stage at the Republican National Committee winter meeting in Washington. The Republican National Committee again outraised its Democratic rival last month and is sitting on a $3 million lead, according to campaign finance reports filed Saturday. (AP Photo/Susan Walsh)
(AP Photo/Susan Walsh)

 


Secretário de Estado – Giuliani (ou será Bolton?). (Corker?). Não. Giuliani.

Quem vai substituir John Kerry? Para nós, qualquer um seria ótimo. Se Newt Gingrich estivesse animado, provavelmente ele estaria bem na briga pela posição. Mas não está. Então, sobram algumas poucas opções fortes. O Politburo acredita que Giuliani pegará o cargo, mas que isso pode mudar no último segundo. Trump precisa de um Secretário de Estado com experiência, e Giuliani possui exatamente 0 (zero) de experiência na área. A briga é entre aquele que o apoiou desde cedo, Giuliani, dando a cara a tapa semanalmente na mídia e alguém que tenha apoiado Trump, mas sem o mesmo entusiasmo do ex-prefeito de Nova Iorque. Quem ganhará a briga? Acreditamos que Trump colocará Giuliani no cargo. O emprego é tão disputado que até Kissinger deu uma lição ou outra a Trump, presencialmente, sobre o assunto.

A briga é  boa, e tanto Bolton (ex-embaixador dos EUA na ONU), também na luta pelo cargo, quanto Giuliani são, por vezes, apoiados pelos mesmos doadores da campanha de Trump. A diferença é que Bolton é da ala neoconservadora do partido, já tendo, inclusive, trabalhado com Bush, além de ter o apoio de nomes tradicionais do partido. Giuliani, por outro lado, já demonstrou querer a posição e foi, até o momento, o mais leal aliado de Trump. É difícil para o Politburo escolher um nome já que ambos terão posições importantes no governo. No momento, vamos com Giuliani. Escolha correta de Trump? Acreditamos que não. A escolha correta poderia ser Bob Corker, senador e presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado. Bolton, no entanto, tem mais experiência que Giuliani e Corker juntos.

Giuliani deveria ter outra posição no governo. Como sempre, os problemas se acumulam: a firma de consultoria de Giuliani já trabalhou com o governo do Qatar e um grupo oposicionista iraniano que já esteve na lista de grupos terroristas do governo americano (removido, mais tarde, dessa mesma lista por Hillary Clinton).

Former New York Mayor Rudolph Giuliani speaks during the dedication ceremony in Foundation Hall, of the National September 11 Memorial Museum, in New York, Thursday, May 15, 2014. (AP Photo/Richard Drew/POOL)
(AP Photo/Richard Drew/POOL)

Segurança Nacional – Sem apostas.

 

O que sabemos é que Trump não gostaria de ter Giuliani como Secretário de Estado, mas também não seria fã dele como Secretário de Segurança Nacional. O cargo ficará para alguém menos conhecido. Temos certeza? Não. É a nossa aposta. Algum membro do congresso deve levar a pasta.


Procurador-geral – Jeff Sessions

 

The Senate Judiciary Committee ranking Republican Sen. Jeff Sessions, R-Ala. participates in a news conference about Supreme Court nominee Sonia Sotomayor, Wednesday, June 24, 2009, on Capitol Hill in Washington. (AP Photo/Susan Walsh)
(AP Photo/Susan Walsh)

 

Todos esperavam por isso. Houve quem apostou em Sessions como Secretário de Segurança Nacional. Mas a experiência de Sessions contará bem mais como procurador-geral. Apostávamos nisso. Antes mesmo de sair nossa matéria alguns jornais já davam Jeff Sessions como a escolha de Trump. O senador escolhido pelo presidente eleito é um prato cheio para a mídia tradicional por supostas acusações de racismo.


Os que ficarão no banco (ou nem tanto)

 

  • Newt Gingrich
Newt Gingrich speaks during an American Solutions rally Thursday, Oct. 21, 2010 in Las Vegas. (AP Photo/Isaac Brekken)
(AP Photo/Isaac Brekken)

Gingrich sempre nos desaponta. Nossa aposta para a vice-presidência não vingou e, agora, parece não querer assumir qualquer papel no governo Trump, em 2017. A experiência de Gingrich junto às casas legislativas seria importantíssima para Trump, que precisará trabalhar bastante o legislativo para que obstruções não atrasem demais seus planos. Os rumores de que o velho de guerra da Câmara dos Representantes e ex-candidato à presidência dos Estados Unidos  se tornaria Secretário de Estado levaram um banho de água fria, ontem, 17/11. Gingrich diz que não terá cargo oficial. No entanto, já avisou que fará parte do planejamento estratégico do governo do republicano. Gingrich mencionou Harry Hopkins como exemplo de como quer trabalhar. Harry foi um político, assessor muito próximo a Roosevelt e Secretário de Comércio. Não achamos que Gingrich queira ser Secretário de Comércio. Mas quem sabe? Tudo pode acontecer. Mas duvidamos…e muito.

 

  • Ben Carson

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Nossa aposta (e a de todo mundo) era de Ben Carson como secretário de “Health and Human Services”, o que encerraria sua carreira de uma forma muito interessante. No entanto, o cirurgião e ex-candidato já deixou claro que não participará como secretário no governo de Trump, mas que o aconselhará sempre que precisar. Carson também disse que Trump precisará de alguém do lado de fora para defendê-lo de ataques.

 

  • Chris Christie

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Apoiador de Trump desde sua nomeação como candidato do GOP, Christie acabou sendo diminuído à medida em que um escândalo envolvendo sua administração (bridgegate) foi tomando proporções não administráveis. Acreditamos que Christie não será colocado em cargo que necessite de aprovação do Senado. Por isso, em acordo com sua experiência passada, o Politburo aposta em Conselheiro (legal) da Casa Branca. Ele é o ideal para a posição? Não. Basta analisar o currículo do atual conselheiro. Christie vem de duas administrações de um estado complicadíssimo, e poderia muito bem trabalhar em uma pasta como a do Trabalho (Secretary of Labor), mas para isso necessitaria de confirmação do Senado. Na mais loucas das hipóteses, Christie viraria Secretário de Comércio. Mas o cargo dificilmente seria algo muito visado pelo governador de Nova Jérsei. Há quem aposte em Chris como presidente do Comitê do Partido Republicano, com o apoio de Trump e Priebus. A posição significaria muito para Trump, que precisa do apoio do partido. Christie ainda tem mais problemas pela frente, já que processou o pai do marido de Ivanka Trump quando ainda era procurador por Nova Jérsei. A nossa aposta: Presidente do Comitê do Partido Republicano/ Conselheiro legal da Casa Branca.

 

Atualizaremos sempre que possível.

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