06 instituições latino-americanas que trabalham contra a soberania brasileira (com dinheiro público)

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Brexit? TPP? Você acha que só os gringos sofrem com influências externas em seus países? O panamericanismo é coisa antiga por aqui. Da Pátria Grande de Bolívar à URSAL, vamos às 06 instituições próximas ao Brasil que trabalham para acabar com a soberania nacional, e com o seu dinheiro. 


6 – OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde)

Braço da OMS na américa do Sul. Segundo o site da organização, a Organização Pan-Americana da Saúde é um organismo internacional de saúde pública com um século de experiência, dedicado a melhorar as condições de saúde dos países das Américas. Recebe recursos abundantes para cooperação técnica com órgãos brasileiros. Algumas dessas coperações técnicas têm como objetivo alcançar as “metas do milênio” empurradas pela ONU.

As tais “cooperações técnicas”, descritas em orçamento no portal da transparência, podem vir em várias formas, inclusive na forma de um livro sobre o o aborto e a saúde pública no Brasil, escrito em 2009 – um dos agradecimentos que constam na obra é ao Centro Feminista de Estudos e Assessoria, parceiros da Frente Nacional Contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto. No terceiro parágrafo da apresentação do livro/relatório está escrito: “A equipe de pesquisa responsável pelo projeto não emitiu qualquer julgamento de valor na recuperação e seleção das fontes” – e talvez isso seja verdade. Porém, segundo está escrito pouco depois, “O fio condutor da síntese foi o de recuperar dados que lançassem luzes sobre a tese do ‘aborto como uma questão de saúde pública no Brasil’ “. Logo na introdução é possível entender o objetivo do livro: “Os resultados confiáveis das principais pesquisas sobre aborto no Brasil comprovam que a ilegalidade traz conseqüências negativas para a saúde das mulheres, pouco coíbe a prática e perpetua a desigualdade social. O risco imposto pela ilegalidade do aborto é majoritariamente vivido pelas mulheres pobres e pelas que não têm acesso aos recursos médicos para o aborto seguro”. Como sempre, na mente revolucionária, o aborto não é uma questão relativa à morte de um ser humano, mas à “desigualdade social”. E não só da politização do aborto vive a OPAS, ela também está metida em debates sobre racismo.

O representante no Brasil da instituição é o Dr. Joaquín Moline, cubano, um personagem importante no episódio do programa “Mais médicos” e na vinda de médicos cubanos ao Brasil. O Dr. Joaquín defendeu o programa até o final, mesmo quando foi revelado que dos R$10.000,00 recebidos por cada médico cubano atuando no Brasil, R$7.000,00 iam para o governo cubano, e que os médicos do programa não podiam ficar com suas famílias por aqui por muito tempo. Para vigiar os médicos contratados por Cuba, a OPAS manteve, no Brasil, segundo denúncia da revista Veja, Vivian Isabel Chávez Pérez (Assessora da OPAS para Atenção Primária),  como capataz dos médicos cubanos. No entanto, não há nada que comprove a acusação.

A OPAS ainda tem um gêmeo idêntico, o Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde, administrado por José Gomes Temporão, médico e ex-ministro de Lula, que defendeu a descriminalização do aborto. Os defensores do aborto, como ele, chamam o ato de “direito reprodutivo” para enganar a população. Para promover o aborto, colocam o “direito reprodutivo” dentro de programas como a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher.

GASTOS: R$2.716.518.727,52 (2016)


5 – PARLATINO

 

Localizado no Panamá, o Parlatino parece ser uma decadente lembrança de algo que já foi grande. Esse monstrengo sem sentido já funcionou no Brasil, em São Paulo, e custava 4,5 milhões de reais ao ano para o povo paulista. Presidido por Elías Castillo, panamenho do Partido Revolucionário Remocrático, filiado à internacional socialista, o Parlatino foi fundado por Andrés Townsend Ezcurra, escritor peruano, membro da Aliança Popular Revolucionária Americana, uma espécie de PT peruano. O objetivo sempre foi o mesmo: criar uma espécie de Pátria Grande latino-americana. O Parlatino elabora projetos de lei marco, que podem ser implantadas localmente, nos Estados membros do parlamento, por meio de sugestão dos parlamentares em seus país. Uma bela amostra de projeto de lei criado na instituição foi o “Proyecto de Ley Marco de los Derechos de la Madre Tierra”…

“El proyecto de Ley Marco de los Derechos de la Madre Tierra que se presenta al Parlamento
Latinoamericano y Caribeño tiene por objetivo reconocer los derechos de la Madre Tierra, en
concordancia con la Resolución que fue aprobada por unanimidad durante la anterior sesión.”

…que, pasme, chega a afirmar:

Artículo 5. (CARÁCTER JURÍDICO DE LA MADRE TIERRA). Para efectos de la protección y tutela de sus derechos, la madre tierra adopta el carácter de sujeto de derechos de interés público. La Madre Tierra y todos sus componentes son titulares de todos los derechos inherentes reconocidos en esta Ley Marco. La aplicación de los derechos de la Madre Tierra tomará en cuenta las especificidades de sus diversos componentes.

É claro que não para por aí. Antes que você possa dizer “controle de armas”, o Parlatino já elaborou a “Ley Marco de armas de fuego, munición y materiales relacionados” em parceria com (quem mais poderia ser?) o grupo Viva Rio (desarmamentista) e outros grupos que possuem os mesmos objetivos. Como sempre, há uma justificativa até para o controle de armas legais nas mãos dos cidadãos: o suposto desvio de armas para o mercado ilegal.

As palavras utilizadas no estatuto do Parlatino já dizem muita coisa sobre o que ele representa:

d. Luchar por la supresión de toda forma de colonialismo,
neocolonialismo, racismo y cualquier otra clase de discriminación en
América Latina y el Caribe;

e. Oponerse a la acción imperialista en América Latina y el Caribe,
recomendando la adecuada legislación normativa y programática que
permita a nuestros pueblos el pleno ejercicio de la soberanía sobre su
territorio, sistema económico y sus recursos naturales;

GASTOS: R$49.958,01 – 2016

O valor repassado pelo MRE foi extremamente baixo. Entendemos pouco disso, mas acreditamos que o Parlatino está perdendo sua importância gradualmente e abrindo espaço para o parlamento da UNASUL.


4 – ALADI

Supostamente o maior grupo de integração da América Latina, com 13 países membros. A ALADI é, em essência, exatamente a mesma coisa que todas as outras organizações que tentam promover uma união latino-americana. No entanto, teve como seu maior objetivo inicial a integração comercial dos países da América Latina com a criação de um mercado comum latino-americano. E não há qualquer outra função real além da criação desse mercado comum. Enquanto isso não ocorrer, a ALADI estará lá, sugando dinheiro.

Pelo nível dos acordos e de algumas cláusulas prejudiciais ao Brasil, é possível notar que em 1990, quando FHC comandou o MRE (por poucos meses) de Collor, a internacionalização e a destruição da soberania era o foco principal de instituições como o ALADI. Foi por meio do ALADI que o MERCOSUL foi instituído.

Assim como nos outros casos, a ALADI também possui seu próprio Comitê de Representantes que, segundo o MRE, é órgão político permanente, constituído pelos Representantes Permanentes de cada país-membro em Montevidéu. Entre suas atribuições, consta a de adotar as medidas necessárias para a execução do Tratado de Montevidéu de 1980 e suas normas complementares. Você acha que elege algum desses representantes?

A ALADI não serve mais para muita coisa, mas já foi importantíssima para a integração sul-americana. Hoje, a representante do Brasil na instituição é Maria da Graça Nunes Carrion, indicada por Dilma e Antônio Patriota. O exama de indicação da representante brasileira no Senado Federal está neste link.

GASTOS: R$4.231.083,09


3 – UNASUL

FOTO: JOHN GUEVARA – EDIFICIO UNASUR

Se a OPAS parece uma má ideia, saiba que a UNASUL é o panamericanismo elevado à enésima potência. Leia aqui sobre a UNASUL no site do Itamaraty e tente entender a diferença dela para qualquer outra instituição cujo objetivo seja a tal “comunidade latino-americana de nações”. Mas se a UNASUL se parece tanto com todos os outros empreendimentos de união dos países latino-americanos, qual seria sua serventia? Por que seria construída uma sede tão grande? Acreditamos que para essas questões haja uma resposta simples: A UNASUL tem a pretensão de ser a união final dos países sul-americanos, integrando o Mercosul ao CAN. Mas afinal, se o Mercosul espera ter eleições gerais para seu corpo legislativo até 2020, por que a UNASUL continuaria com esse mesmo objetivo? Guerras burocráticas? As relações entre países na América do Sul é muito mais confusa do que se imagina. É possível que a UNASUL venha para transformar novamente o MERCOSUL em uma simples união comercial para a livre circulação de bens, deixando para ela os papéis maiores de integração regional.

Segundo artigo de Ana Carolina Vieira de Oliveira e Rodrigo Souza Salgado, “a criação da Unasul diz respeito à necessidade de dar prosseguimento à integração regional, diante da paralisia momentânea do Mercosul. Além disso, por conta de seu caráter de menor institucionalização, é um caminho mais simples de implementar a cooperação regional em temas importantes que não o econômico/comercial, sem que seja necessário o longo período de negociação e adaptação econômica, como se daria no Mercosul. E, como já dito, é uma instituição que colabora para a aproximação entre a Comunidade Andina e o Mercosul, o que tem seu valor”.

http://www.unasursg.org/

GASTOS: R$13.894.512,51


2 – MERCOSUL (Parlasul)

O objetivo inicial era:

  • A livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países, através, entre
    outros, da eliminação dos direitos alfandegários e restrições não tarifárias à circulação de
    mercadorias e de qualquer outra medida de efeito equivalente;
  • O estabelecimento de uma tarifa externa comum e a adoção de uma política comercial
    comum em relação a terceiros Estados ou agrupamentos de Estados e a coordenação de
    posições em foros econômico-comerciais regionais e internacionais;
  • A coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais entre os países signatários: de
    comércio exterior, agrícola, industrial, fiscal, monetária, cambial e de capitais, de serviços,
    alfandegária, de transportes e comunicações e outras que se acordem, a fim de assegurar
    condições adequadas de concorrência entre os países signatários;
  • O compromisso dos países signatários de harmonizar suas legislações, nas áreas
    pertinentes, para lograr o fortalecimento do processo de integração.

Mas, então, Politburo, o MERCOSUL é um problema? Vamos lá…

O MERCOSUL tem como órgão o PARLASUL. Sim, a integração latinoamericana é uma confusão que só poderia mesmo ter origem na América Latina. Um órgão de integração comercial e promoção de um mercado comum tem um “subórgão” legislativo… vai entender. Os membros do Parlasul são indicados pelos respectivos membros signatários do acordo (MERCOSUL). Em 2020, todos os membros serão eleitos por eleições diretas. Sim, em 2019 você poderá escolher seu representante no poder legislativo do Mercosul (???).

Um político eleito no Mercosul tem, hoje, as seguintes funções (original em espanhol):

  • Asuntos Jurídicos e Institucionales;
  • Asuntos Económicos, Financieros, Comerciales, Fiscales y Monetarios;
  • Asuntos Internacionales, Interregionales y de Planeamiento Estratégico;
  • Educación, Cultura, Ciencia,Tecnología y Deporte
  • Trabajo, Políticas de Empleo, Seguridad Social y Economía Social
  • Desarrollo Regional Sustentable, Ordenamiento Territorial, Vivienda, Salud, Medio Ambiente y Turismo;
  • Ciudadanía y Derechos Humanos;
  • Asuntos Interiores, Seguridad y Defensa;
  • Infraestructura, Transportes, Recursos Energéticos, Agricultura, Pecuaria y Pesca;
  • Presupuesto y Asuntos Internos.

Mas o objetivo do MERCOSUL não era a livre circulação de bens, integração comercial e coisas do tipo? O que cultura, educação, direitos humanos e defesa têm a ver?

Amigo, o Jean Willys é parlamentar e te representa no parlamento do Mercosul. O que acha? Aqui está a lista de 72 representantes do Brasil no parlamento. Seis deles são do PT.

GASTOS: R$2.452.469,77


EXTRA: UNILA – Universidade Federal da Integração Latino-Americana

Idealizada por Lula, paga por você e projetada por Niemeyer – tudo no Brasil parece seguir essa lógica, não é? -, a UNILA nasceu em 2010 com uma pequena sacanagem a mais: metade das vagas são destinadas a estrangeiros. Em 2016, segundo documento da própria universidade, já estavam empregadas na instituição 990 pessoas. Em 2015, 30% dos estudantes não eram brasileiros, mesmo que a universidade seja paga por brasileiros. No mesmo ano, 1254 bolsas de auxílio moradia foram entregues pela UNILA, além de 1485 de auxílio alimentação e 1368 de auxílio transporte, totalizando, segundo o mesmo documento, R$ 11.304.522,00 em dotação para auxílios pagos a estudantes, com R$ 7.193.988,04 empenhados. Dos R$125.127.054,77 gastos em 2015 para manter a Unila, R$ 77.066.170,00 foram gastos apenas com pessoal. Dois anos após sua criação, houve paralização de funcionários por atualizações salariais. Isso mesmo, dois anos.

Olhe o tamanho do monstro:

GASTOS: 127.047.499,94 (2016)

Achou ruim a ideia de financiar os estudos de estrangeiros no Brasil? Opa! Então vamos dar uma rápida olhada na UNILAB (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira)

Uma UNILA menor, mas igualmente eficiente quando o assunto é gastar dinheiro com seus 4726 estudantes (25% estrangeiros – graduação) e 4 campi.

Gastos: R$105.315.832,15


1 – FORO DE SÃO PAULO

Desmascarado por José Carlos Graça Wagner, omitido pela mídia, negado pelas brilhantes mentes brasileiras e popularizado pelo professor Olavo de Carvalho, o Foro de São Paulo completa, em 2017, 27 anos de existência, e sua mais recente reunião, dia 21 de Julho, será realizada na Nicarágua. Vamos deixar o professor Olavo explicar o Foro de São Paulo.

Ex-ministro das Relações Exteriores, Luís Felipe Lampreia:

Eu acho que a explicação para essa confusão, que impera, é explicada por uma palavra simples: ‘Foro de São Paulo’. ‘Foro de São Paulo’, criado em 1990, se não estou equivocado, era um pacto dos partidos de esquerda para chegar ao poder e; chegando ao poder, conservar o poder; um pacto de solidariedade partidária. E isso, ao meu ver, explica Lula, explica a posição em relação ao Paraguai, explica a posição em relação a Chávez, a condescendência em relação a Evo Morales; explica também, uma certa condescendência em relação ao presidente do Equador. Esse, eu acho, é o fio condutor, dessa solidariedade partidária que nasceu no Foro de São Paulo.

( Painel – Globo News – 30/06/2012 – transcrição direta – retirado do blog de Geyson Santos).

Quem financia o Foro? Leia aqui no artigo de Graça Salgueiro.

 

 


 

 

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